Amazon e Synopsys anunciaram nesta quarta-feira, 30 de setembro, um acordo de mais de US$ 1 bilhão para acelerar o desenvolvimento de chips personalizados e da infraestrutura da AWS. O contrato tem duração de vários anos e combina licenciamento de propriedade intelectual, ferramentas de projeto e royalties ligados à produção.
A Amazon será a principal cliente de uma nova modalidade comercial da Synopsys voltada a blocos de silício otimizados para aplicações específicas. As companhias mantêm uma colaboração técnica há mais de 15 anos.
Graviton, Trainium e Nitro
A AWS desenvolve processadores próprios para reduzir custos e adaptar o hardware a cargas de trabalho específicas. O portfólio inclui Graviton para computação geral, Trainium para treinamento e inferência de inteligência artificial e Nitro para segurança, rede e armazenamento.
O novo contrato amplia o acesso da Amazon a componentes de propriedade intelectual da Synopsys e a ferramentas de automação de design, simulação e análise. O objetivo é encurtar ciclos de engenharia à medida que os projetos ficam mais complexos.
IA entra no fluxo de engenharia
As empresas também trabalharão em agentes capazes de auxiliar design, análise, otimização e validação de chips e sistemas. A colaboração inclui soluções de EDA com IA e simulações físicas que avaliam fatores como temperatura, energia e integridade estrutural.
A Synopsys pretende otimizar parte de seus programas para processadores Trainium e Graviton. Ainda será necessário demonstrar quais tarefas ganham desempenho e quanto dessa economia chega aos clientes.
Synopsys amplia uso da AWS
Do outro lado do acordo, a Synopsys adotará serviços de computação e armazenamento do Amazon EC2 em seu desenvolvimento. A empresa também usará o Amazon Bedrock para criar e implantar aplicações e agentes de inteligência artificial.
Essa relação torna o contrato mais amplo do que uma compra de licenças: Amazon ganha acesso reforçado a tecnologias para seus chips, enquanto a Synopsys aumenta sua dependência e sua oferta sobre a nuvem da AWS.
O que ainda não foi detalhado
As companhias não informaram quantos produtos serão cobertos, a divisão exata entre licenças e royalties nem quais futuras gerações de chips aproveitarão primeiro o acordo. O valor final pode crescer conforme o volume de produção.
Para usuários da AWS, possíveis efeitos em preço, desempenho e disponibilidade só poderão ser medidos quando novos processadores chegarem ao mercado. Por enquanto, o anúncio confirma a prioridade da Amazon em controlar mais partes de sua infraestrutura.
Fontes consultadas
Esta matéria foi produzida pela redação do Geek News a partir das fontes abaixo:


