A Volantis anunciou nesta quinta-feira, 1º de outubro, uma rodada Série A de US$ 88 milhões para desenvolver conexões ópticas entre aceleradores de inteligência artificial e grandes conjuntos de memória. O aporte foi coliderado por Lachy Groom e Abstract Ventures.
A startup afirma que sua arquitetura A-1 substitui parte das ligações elétricas por luz. O objetivo é aproximar muito mais chips de memória de uma GPU sem repetir o crescimento de consumo e calor encontrado nas interconexões convencionais.
A chamada parede da memória
Modelos maiores exigem armazenar e movimentar enormes volumes de parâmetros. Quando a capacidade ou a largura de banda da memória não acompanha o processador, a GPU passa tempo esperando dados e deixa parte de sua potência ociosa.
A Volantis quer distribuir memória ao redor dos aceleradores usando links fotônicos. Segundo a Reuters, a empresa estima que a abordagem possa conectar cerca de 220 chips de memória a uma GPU, enquanto configurações atuais com memória de alta largura de banda usam grupos muito menores.
Micro-VCSELs transportam os dados
O A-1 usa pequenos lasers do tipo micro-VCSEL para transmitir dados por fibras e guias ópticos. A companhia declara consumo inferior a um picojoule por bit, uma métrica importante para datacenters limitados por energia e refrigeração.
A arquitetura também promete ampliar capacidade e largura de banda em quase duas ordens de grandeza. Esses números são projeções da própria empresa e ainda precisam ser confirmados em sistemas completos por clientes e avaliações independentes.
Foco em inferência de modelos gigantes
A Volantis posiciona a tecnologia principalmente para inferência, etapa em que modelos já treinados respondem aos usuários. A startup diz mirar sistemas com mais de 20 trilhões de parâmetros e milhares de tokens por segundo para cada usuário.
Esses cenários dependem não apenas da interconexão, mas também de aceleradores, software, custos de fabricação e disponibilidade de memória. Portanto, a arquitetura óptica resolve uma parte de um problema maior.
Primeiros motores integrados são esperados em 2027
O investimento financiará contratações e a transformação dos protótipos em produtos. A previsão da empresa é entregar os primeiros motores fotônicos integrados a parceiros em 2027.
A equipe reúne profissionais com passagens por Nvidia, AMD, Broadcom e Ayar Labs. Os próximos marcos serão demonstrar produção em escala, confiabilidade, compatibilidade com servidores e vantagem econômica diante de outras tecnologias de interconexão.
Fontes consultadas
Esta matéria foi produzida pela redação do Geek News a partir das fontes abaixo:

