A OpenAI publicou nesta terça-feira, 25 de agosto, os primeiros resultados de desempenho do Jalapeño, seu processador desenvolvido especificamente para inferência de modelos de inteligência artificial. A empresa afirma ter combinado maior vazão de trabalho com respostas mais rápidas em uma mesma arquitetura.

Os testes utilizaram GPT-OSS 120B, DeepSeek R1 670B e Kimi K2.5 1T. Os números foram divulgados pela própria OpenAI e devem ser entendidos dentro das condições e comparações escolhidas pela companhia.

Mais trabalho por watt e menor latência

De acordo com a OpenAI, o Jalapeño processou entre 1,5 e 1,9 vez mais trabalho de IA por watt no ponto de maior vazão. A latência de ponta a ponta teria sido entre 1,7 e 3,6 vezes menor nos três modelos avaliados.

Em cenários interativos, a empresa relata uma vantagem de desempenho entre 2,1 e 4,1 vezes. O ganho busca reduzir a espera acumulada em aplicações com agentes, nas quais uma tarefa pode exigir muitas chamadas sequenciais ao modelo.

Consumo ficou abaixo da potência nominal

O chip tem potência nominal de 700 watts, mas, segundo a publicação, permaneceu em até 550 watts de consumo sustentado nos testes. A OpenAI relaciona essa eficiência ao projeto conjunto de hardware, sistema, compilador e kernels.

A companhia também diz ter usado suas próprias ferramentas de IA para acelerar etapas do desenvolvimento, incluindo validação e otimização de software. O primeiro tape-out foi concluído em nove meses.

Implantação começa em pequena escala

A previsão é colocar pequenos volumes do Jalapeño em operação até o fim de 2026 e aumentar a produção em 2027. O processador é voltado à execução de modelos já treinados, não ao treinamento.

A OpenAI afirma que continuará trabalhando com fornecedores externos, inclusive a Nvidia. O chip próprio passa a integrar uma estratégia de infraestrutura diversificada, e novas gerações já estão em desenvolvimento.

Fontes consultadas

Esta matéria foi produzida pela redação do Geek News a partir das fontes abaixo: