A NASA e a IBM lançaram nesta quinta-feira, 10 de setembro, o NASA-IBM Lunar Foundation Model, modelo aberto de inteligência artificial criado para analisar décadas de observações da Lua.

A ferramenta reúne mais de 30 camadas de dados obtidas por nove instrumentos em quatro missões. O objetivo é ajudar cientistas a localizar possíveis depósitos de gelo, identificar crateras e estudar formações vulcânicas.

Modelo combina mapas em diferentes resoluções

Os dados incluem imagens e mapas da Lunar Reconnaissance Orbiter e da missão GRAIL, ambas da NASA, além de observações complementares da missão japonesa SELENE/Kaguya.

As camadas foram alinhadas em uma base comum preparada para aprendizado de máquina. Isso permite cruzar instrumentos e resoluções que antes exigiam análise manual ou ferramentas específicas para cada pergunta científica.

Busca por gelo pode apoiar futuras bases

Regiões permanentemente sombreadas podem armazenar gelo abaixo da superfície. Água e oxigênio são recursos importantes para uma presença humana prolongada e também podem ser usados na produção de combustível para missões mais distantes.

Em testes citados pela IBM, o modelo reduziu em até 22% o erro na identificação de áreas com maior potencial de gelo quando comparado a uma abordagem amplamente utilizada.

IA também ajuda a encontrar locais seguros

O mapeamento de crateras revela idade, geologia e composição de diferentes terrenos. Para missões tripuladas ou robóticas, ele também ajuda a evitar encostas íngremes, rochas e outros perigos durante o pouso.

Em escala aproximada de 100 metros, o sistema superou o método de comparação em quase 19%, mesmo usando metade dos dados de treinamento, segundo o estudo técnico divulgado com o projeto.

Código e modelo estão disponíveis ao público

A liberação aberta permite que universidades e centros de pesquisa adaptem o modelo a novas tarefas. Ele passa a integrar a família Prithvi, parceria entre NASA e IBM que já reúne modelos para clima, geografia e física solar.

Os resultados apresentados são benchmarks científicos, não garantia de acerto em qualquer região lunar. Novas medições e validação humana continuam necessárias antes de decisões sobre pousos ou infraestrutura.

Fontes consultadas

Esta matéria foi produzida pela redação do Geek News a partir das fontes abaixo: